O teste do pezinho é o primeiro exame sanguíneo que o bebê é submetido após o nascimento. Ele é feito com no mínimo 48h de vida em todas as crianças ou na alta médica. É obrigatório no Brasil e não tem custo nenhum para os pais, mesmo para aqueles que optam por maternidades particulares. Ele é importante, pois pode detectar doenças que se diagnosticadas com antecedência podem ser tratadas e curadas antes mesmo de apresentarem os sintomas.
Quando o bebê completa dois dias, um profissional de enfermagem faz um furinho, com uma lanceta, no calcanhar. Segundo a enfermeira Edilaine Cristina Salomão, apenas algumas gotas são o suficiente para a realização do teste. Elas são aplicadas em um papel filtro especial, após a coleta é levado para o laboratório da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE) responsável pelo Programa de Tiragem Neonatal do Paraná, na cidade de Curitiba.
O resultado pode ser retirado no mesmo local que foi feito o teste ou pelo site da FEPE www.fepe.org.br Caso o primeiro teste do pezinho detecte alguma doença no recém-nascido, ele é repetido gratuitamente em uma unidade básica de saúde (UBS) mais próxima a casa dos pais. Sendo confirmada a doença a criança tem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Mesmo sendo obrigatório em todo o país, as patologias diagnosticadas através do teste do pezinho podem ser diferentes em cada estado. Segundo informações no site da FEPE, o Programa de Tiragem Neonatal realiza a pesquisa preventiva de cinco doenças congênitas: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Fibrose Cistica, Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias, Deficiência de Biotinidase.
De acordo com Edilaine, para a realização do teste o bebê deve ter contato com leite anteriormente, pois uma das doenças que o teste pode diagnosticar é a intolerância a lactose. Ela acrescenta que o bebê não sofre nenhuma lesão “O furinho é como uma picada de injeção” explica.
Juliana Dutra